segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Paraíba é rota do narcotráfico e alvo do PCC


O ano de 2010 ficará marcado na história da Paraíba na área de segurança pública. O Estado já registrou 57 ações praticadas por bandidos contra instituições bancárias e presenciaram 21 agências serem explodidas com dinamites por bandidos. Além disso, o tráfico de drogas tem atormentado populações de pequenas e grandes cidades e a Paraíba se transformou em rota e destino para grandes traficantes da Bolívia, Colômbia e Peru.
Somente nos últimos três anos, foram mais de 470 quilos de crack e cocaína e mais de uma tonelada de maconha apreendidos pela Polícia Federal na Paraíba. Mas os especialistas acreditam que o número represente apenas uma pequena parcela do entorpecente que circula no Estado.

Mesmo já tendo identificado a maior parte das rotas do tráfico de drogas no Estado, as polícias Federal, Civil e Militar parecem ter dificuldades em combater a organização e rapidez com que traficantes espalham grandes quantidades de entorpecentes pelas mais diferentes regiões paraibanas. Até mesmo em municípios antes considerados ‘pacatos’, como Solânea, no Brejo, e Santa Luzia, no Sertão, as ações de traficantes têm impressionado as autoridades de segurança pública.

Este ano em Solânea, por exemplo, traficantes estariam trabalhando como cabos eleitorais e exigindo de lideranças políticas altas quantias em dinheiro, para garantir os votos de comunidades carentes. Já em Santa Luzia, líderes do tráfico impõem ‘toque de recolher’ durante as noites na favela do ‘Monte’ e intimidam os moradores. A cidade foi citada, no ano passado, como uma das rotas de distribuição de droga oriunda da Colômbia para a região sertaneja, durante a ‘Operação Conexão do Sertão’.

Um estudo sigiloso feito em conjunto pelas gerências de inteligência dos nove Estados do Nordeste revela os caminhos seguidos pelos narcotraficantes para escoar a droga das fronteiras brasileiras até a Paraíba e os demais estados nordestinos. Drogas como o crack, a cocaína e a pasta base têm como fornecedores traficantes da Bolívia e Colômbia. A pasta base ingressa no país através do Mato Grosso e é deslocada para a Paraíba e estados vizinhos. O Peru, por não possuir condições de refino, fornece a pasta de coca, que entra no Brasil pelo estado do Acre.

No início do mês de agosto deste ano agente federais apreenderam no Bairro de Bodocongó, em Campina Grande, cerca de 14 quilos de crack, balanças de precisão e armas. A droga estava dividida em tabletes e em cada um deles havia uma marca, que seria um sinal de que ela teria sido produzida em um dos cartéis de droga colombianos.

Já a maior parte da maconha que entra no território paraibano, conforme levantamento das policiais civis do Nordeste, é oriunda de Pernambuco, da região conhecida como Polígono da Maconha. A outra parte é importada do Paraguai, chegando no território nacional através da região onde fica localizada a cidade de Coronel Sapucaia, em Mato Grosso do Sul.
O estudo aponta que tanto no caso da maconha como da cocaína e de seus derivados, os carregamentos de entorpecentes ingressam em território paraibanos através de rodovias federais e estaduais, presentes nas dividas com Estados de Pernambuco, Rio Grande do Norte e Ceará. As rodovias BRs 104, 116, 232 e 230 são as principais rotas escolhidas pelos bandidos.

Fonte: www.paraiba1.com.br

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